Tudo que sei
é que eu não presto
não valho para nada
sou vadia
Um dia pensei
que eu teria cabresto
que teria me ajuizado
um dia
mas eu não tenho vergonha
dou para qualquer um
pelo prazer de dar
doar-se em vão
Dôo por aí
Dôo sem cobrar
Dôo sem pedir
Sou vadia
no sentido mais vil
e canalha
de ser mulher
Sou vadia
no sentido mais ignóbil
e safado
de ser qualquer
Inda que tivesse algum valor
ainda que sentisse alguma dor
ou ainda que pudesse ter amor
Ainda assim seria
[vadia]
A vadiagem está em mim
como a morte está para vida
Esta na certeza da vileza
de não ser correta
moça direita
estudante astuta
Esta na certeza de não ser juiza
virgem de alma
mulher de príncipe
ou do amor
Esta na certeza de que
na falta do sentimento
eu me comprazo e desfaço de mim
como uma qualquer
Na certeza de ser atriz
nos palcos sujos da vida
vivendo cada momento
do jeito simples
e safado
que o diabo quer.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Vadia
Postado por Arlequina às 10:04
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2 comentários:
Você é uma criança, espera até sua mamãe descobrir que você paga de artista.
18 anos e acha que sabe o que é vida?
Seus textos seriam legais, se não fossem pedantes pela sua situação própria.
Obrigado.
Concordo com o camarada anônimo.
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