vendo minha alma
meu corpo
minha vida
vendo minha calma
meu escopo
minha lida
vendo pelo prazer
vendo por prazer
vendo prazer
vendo nas ruas
os ecos do meu ser
vendo de graça
vendo a graça
vendo desgraça
no desgraçado sentido
de ser
vendo orgias
vendo orgasmos
vendo organofagias
no orgíaco sentido de se vender
vendo gemidos
vendo suspiros
Vendendo-me eu me vendo
porque vender-se a si
é ver-se a si mesmo
Vendo porque sou puta
no mais vil sentido de prostituir-se
prostituo meu amor
prostituo minha dor
prostituo minha cor
e de vi-ver viro poeta
a poeta das prostitutas
uma poeta puta
no meretrício de viver.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Puta
Postado por Arlequina às 05:39
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